ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA 1923-2010
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Moimento
Puseram a bandeira a meia-haste
E decretaram luto na cidade,
Responsos, coroas, círios – quanto baste
Para iludir a eternidade.
Teve o nome nas ruas, em moimentos:
«Nasceu – morreu – tantos de tal – Poeta».
Houve discursos graves, longos, lentos.
- Venham todos os ventos
Do planeta!
Rasguem bandeiras, sequem flores; no céu
Se percam orações, paters e glórias
- Tudo isso é dor que não lhe pertenceu –
Destruam as estátuas e as memórias;
Que os discursos inúteis vão dispersos…
- A homenagem a um Poeta que morreu
É decorar-lhe os versos!
28 de Setembro 1949
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SUGESTÕES DE LEITURA
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JOSÉ SARAMAGO 1922-2010
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Comissão Consultiva de Apreciação de Livros, em 2003, na Fundação Calouste Gulbenkian. Da esquerda para a direita: José Manuel Garcia; Fernanda Botelho; Maria Helena Melim Borges (coordenadora); Mário Braga; António Manuel Couto Viana e Urbano Tavares Rodrigues.
Em jeito de homenagem, e com o intuito de dar uma ampla visão do seu acutilante espírito crítico, escolhemos como sugestões de leitura para este mês obras recenseadas por António Manuel Couto Viana, mais recentes umas, mais antigas outras.
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