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As Rosas Mortas é dos romances mais empolgantes que tenho lido ultimamente. A personagem de Marisa, mulher independente e livre, ligada à natureza por raízes mágicas, apaixonada e arisca nas relações amorosas, não encontra paralelo noutros romances portugueses contemporâneos. É, aliás, com o cinema, com as novelas góticas anglo-saxónicas e com os actuais e recentes escritores americanos que Ana Teresa Pereira mais se aparenta
Em As Rosas Mortas a paisagem da Ilha da Madeira e em especial do Funchal, suas árvores tropicais, jardins secretos, palacetes em ruína, são o cenário de uma história passional, em que Marisa tem primeiro uma relação erótica com Paulo, um jovem original, enamorado e louc, e depois com Miguel, o psiquiatra que o trata e que por ela vai deixar mulher e filhos, descurar a profissão, entrar em decadência
Marisa continuará, feiticeira da noite, a acarinhar rosas, plantas, animais, na sua rota mágica através dos dias e dos homens
O estilo de Ana Teresa Pereira tem a sedução do insólito e a marca de uma sensibilidade apuradíssima. |