ROL DE LIVROS: detalhe da recensão





Categoria: Literatura - Policial
Idade: 13 - 17
Editora: Asa
Ano da Obra: 2011


Vermelho da Cor do Sangue
recenseador: Mário Braga, 2011
 
Apreciação:

 
Vermelho da Cor do Sangue é o novo romance policial de um autor que é já um nome consagrado na escrita em português deste género de ficção: Pedro Garcia Rosado. Depois de uma carreira como jornalista, este autor dedica-se em exclusivo à escrita ficcional desde 2004, sendo este o sexto romance de que é autor. Vermelho da Cor do Sangue é ainda o segundo título da série “Não Matarás”, iniciada com A Cidade do Medo, publicado em 2010. A série tem como protagonista o inspector da secção de Homicídios da Polícia Judiciárias, Joel Franco, que, no presente livro, tem como missão investigar um roubo, envolvendo um homicídio, na casa de Colares de um importante banqueiro, Ramiro de Sá. No assalto, chefiado pelo mercenário ucraniano Gengis Khan, foi furtado um passaporte, pertencente a um antigo funcionário da ex-União Soviética, Valentin Zadenko, que, depois de entrar em Portugal em Novembro de 1975, desapareceu sem deixar rasto. O furto do passaporte começa por passar despercebido à polícia, mas é desde logo a primeira e quase única preocupação do banqueiro Ramiro de Sá, o dono da mansão assaltada. A busca do documento, que envolve ainda a filha de Zadenko, Svetlana, acaba por envolver Ulianov, personagem central de um anterior livro de Pedro Garcia Rosado, intitulado Ulianov e o Diabo.
Depois de chamar a atenção dos leitores com o seu romance de estreia, Crimes Solitários, Pedro Garcia Rosado não tem desiludido quem passou a estar atento à sua obra. Munido com uma sólida informação de “background” no que toca ao funcionamento de uma investigação policial, o autor confere verosimilhança aos seus relatos que são também inéditos no que toca ao realismo dos pormenores e dos diálogos. Portugal passa a ser o cenário credível de uma criminalidade violenta cujos ecos, por vezes, são notícia nos jornais. Sem medo das palavras, sem mascarar realidades cruas com descrições vagas que mais devem à poesia do que ao género policial, como sucede em muitos autores portugueses que enveredaram por este tipo de literatura, Pedro Garcia Rosado concentra os seus esforços na força que confere às personagens e às suas histórias, conseguindo uma assinalável qualidade literária. Um romance a ler com gosto.